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ANO SANTO JUBILAR - 2025 | PEREGRINOS DE ESPERANÇA

Exortação Apostólica | Quadragesimae Mysterium

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA 
"QUADRAGESIMAE MYSTERIUM"
DE SUA SANTIDADE O 
PAPA JOÃO PAULO II 

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IOANNES PAVLVSEPISCOPVS
SERVVS SERVORVM DEI

APERPETVAM REI MEMORIAM

INTRODUÇÃO 
PROÊMIO

1. O tempo quaresmal é, para a Santa Igreja, um período privilegiado de conversão, oração e penitência. Desde os primeiros séculos, a tradição cristã tem valorizado este santo tempo como ocasião propícia para um retorno mais profundo ao Evangelho. A Palavra de Deus nos recorda: “Convertei-vos e crede no Evangelho”[1]. A Quaresma não se limita a uma observância externa, mas nos chama a uma verdadeira renovação do coração, conforme ensina o Senhor: “Rasgai vossos corações, e não as vossas vestes”[2].

2. Este sagrado período, que se estende por quarenta dias em memória do jejum de Cristo no deserto[3], nos conduz a um encontro mais íntimo com Deus, preparando-nos para celebrar com renovada fé o mistério pascal, centro de nossa redenção. Como afirma o Papa Bento XVI: “A Quaresma é um itinerário espiritual que nos conduz à comunhão mais plena com Cristo”[4].

3. Na história da Igreja, a Quaresma sempre foi um tempo de particular empenho espiritual e disciplinar. O jejum, a oração e a esmola são práticas que remontam às primeiras comunidades cristãs e que foram vivamente recomendadas pelos Santos Padres e Doutores da Igreja. São Leão Magno nos ensina que “a observância do jejum quaresmal não consiste apenas em abster-se de certos alimentos, mas em afastar-se de todo pecado” [5].

4. Em tempos modernos, muitas vezes marcados pelo materialismo e pelo afastamento dos valores espirituais, torna-se ainda mais urgente recordar a importância da penitência quaresmal como um meio eficaz de crescimento na fé. O Papa Pio XII, na Encíclica Mediator Dei, já alertava que “o homem moderno tem necessidade de reencontrar no silêncio e na penitência o caminho para Deus” [6].

O CHAMADO À CONVERSÃO 

5. Desde a pregação dos profetas até a proclamação de Cristo e dos Apóstolos, a conversão sempre esteve no cerne da vida cristã. São João Paulo II nos ensina que “converter-se significa deixar-se conquistar por Jesus e segui-lo”[7]. Não se trata apenas de um ato momentâneo, mas de um caminho contínuo de conformação a Cristo.

6. O Papa Francisco, em sua mensagem para a Quaresma de 2020, exortava: “Este é o momento favorável para renovar o encontro com Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo” [8]. Assim, cada leigo/a é chamado a uma revisão de vida, desapegando-se do pecado e aderindo ao Evangelho com sinceridade e ardor.

7. A conversão implica um esforço pessoal e comunitário. Como recordava São João Crisóstomo: “Não basta lamentar os pecados, é necessário também mudar de vida” [9]. Por isso, a Igreja nos exorta a uma prática mais intensa dos sacramentos, especialmente da Reconciliação e da Eucaristia, como meios eficazes para a renovação interior.

A ORAÇÃO, JEJUM E ESMOLA 

8. A espiritualidade quaresmal está fundamentada nos três pilares apontados por Nosso Senhor: oração, jejum e esmola[10]. Estes elementos são essenciais para uma vivência autêntica da conversão.

9. A oração nos une ao coração de Deus, fortalecendo-nos em nossa jornada espiritual. Como dizia Santa Teresa d’Ávila: “A oração é um trato de amizade com Deus, com quem falamos frequentemente” [11].

10. O jejum, por sua vez, nos educa na sobriedade e na renúncia, ajudando-nos a dominar as paixões e a crescer na caridade. Como recorda São Basílio Magno: “O jejum é o alimento da alma” [12].

11. A esmola expressa concretamente o amor ao próximo, pois “a fé sem obras é morta”[13]. Os Padres da Igreja sempre ensinaram que a caridade para com os pobres é um caminho seguro para Deus. São João Crisóstomo nos adverte: “Não fazer misericórdia aos pobres é roubar deles” [14].

12. Cada um desses elementos não pode ser visto isoladamente. A oração fortalece o espírito, o jejum disciplina o corpo e a esmola abre nosso coração ao próximo. Assim, a Quaresma se torna um tempo de equilíbrio espiritual, em que a ascese pessoal se converte em verdadeira comunhão com Deus e com os irmãos.

RENOVAÇÃO ECLESIAL QUARESMAL E PENITENCIAL 

13. A Igreja, como Mãe e Mestra, sempre nos exorta à renovação interior. O Papa Leão XIII, na Encíclica Rerum Novarum, lembra que a conversão social deve começar pela conversão pessoal [15]. Assim, a Quaresma deve ser um tempo de reflexão também sobre a justiça e a dignidade humana.

14. O Concílio Vaticano II, na Constituição Sacrosanctum Concilium, enfatiza a importância da renovação litúrgica e penitencial durante este tempo sagrado, para que os fiéis possam participar mais plenamente do mistério pascal [16]. Este chamado à renovação é especialmente urgente nos dias de hoje, em um mundo cada vez mais marcado pela indiferença religiosa e pelo afastamento dos valores cristãos. A Quaresma nos oferece a chance de reencontrar o essencial, reorientando nossas vidas para aquilo que realmente importa: a comunhão com Deus.

15. O sacramento da Reconciliação ocupa um papel central no processo de renovação espiritual. Este sacramento, por vezes negligenciado, é uma verdadeira fonte de cura e graça para os fiéis. São João Maria Vianney dizia: “Deus se apressa a perdoar; é o homem que demora a pedir perdão” [17]. Durante a Quaresma, os sacerdotes são chamados a dedicar tempo ao confessionário, acolhendo os penitentes com paciência e misericórdia, ajudando-os a redescobrir a alegria do perdão divino.

16. A vivência comunitária da fé também é essencial. As paróquias são chamadas a criar espaços de acolhimento e reflexão, promovendo atividades que ajudem os fiéis a aprofundar sua vida de oração e a viver a caridade em gestos concretos. Retiros espirituais, campanhas de solidariedade e momentos de adoração eucarística são instrumentos eficazes para fomentar a espiritualidade quaresmal.

17. Que a Igreja, Mãe amorosa, continue a guiar seus filhos neste caminho de conversão, sendo luz e esperança para todos os que buscam a verdade. Como nos exorta São João XXIII: “A Igreja deve ser o lugar onde se encontra a paz verdadeira, um refúgio para os corações que anseiam por Deus” [18].

O OLHAR DO FIEL NO MUNDO CONTEMPORÂNEO 

18. Em um mundo marcado por crises econômicas, sociais e espirituais, a Quaresma nos desafia a ser testemunhas do amor transformador de Cristo. Cada cristão é chamado a ser sal da terra e luz do mundo, vivendo os valores do Evangelho com coragem e integridade. Como ensina Nosso Senhor: “Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos céus”[19].

19. A prática do jejum e da abstinência, à primeira vista simples, tem um significado profundo no contexto contemporâneo. É um protesto silencioso contra a cultura do excesso e do consumismo, uma forma de nos solidarizarmos com aqueles que sofrem e de testemunharmos a importância do desapego às coisas materiais. Além disso, nos tempos atuais, o jejum também pode se manifestar em renúncias digitais, reservando momentos para nos desconectarmos das distrações e nos conectarmos com o essencial: Deus e o próximo.

20. A esmola, como expressão concreta da caridade, deve ser vivida de forma ampla. Em nossas sociedades, onde as desigualdades são muitas vezes alarmantes, o chamado à justiça social torna-se uma dimensão intrínseca da vivência cristã. Não basta apenas aliviar o sofrimento imediato; somos chamados a trabalhar por uma transformação estrutural que promova a dignidade de todas as pessoas, especialmente dos mais vulneráveis. Como dizia São Óscar Romero: “Se ajudarmos o pobre, estamos ajudando a Deus que vive nele” [20].

DIMENSÃO ESCATOLÓGICA DA QUARESMA 

21. A Quaresma não é apenas uma preparação para a Páscoa, mas também um convite a elevarmos nossos olhos para a eternidade. É um tempo que nos recorda que a nossa verdadeira pátria não está neste mundo, mas na Jerusalém celeste. Como dizia São Paulo: “Sabemos que se a nossa habitação terrestre, esta tenda, for destruída, temos da parte de Deus um edifício, uma casa eterna nos céus”[21].

22. A liturgia quaresmal, com seus ritos e símbolos, nos ajuda a meditar sobre os últimos fins — morte, juízo, inferno e paraíso — e a preparar nosso coração para a glória da ressurreição. O tempo quaresmal nos ensina que, ao seguirmos Cristo na cruz, participamos também de sua vitória sobre o pecado e a morte.

23. A ressurreição de Cristo, celebrada na Páscoa, é o centro de nossa fé e o fundamento de nossa esperança. Como afirmou o Papa São João Paulo II: “Não tenhais medo! Abri as portas a Cristo!” [22]. Essa exortação nos lembra que a Quaresma não é um tempo de tristeza, mas de esperança alegre, pois prepara nossos corações para a plenitude da vida em Cristo.

24. Queridos irmãos e irmãs, ao longo desta exortação, fomos chamados a contemplar as riquezas espirituais e os desafios do tempo quaresmal. Este é um itinerário de fé, esperança e caridade, que nos conduz à comunhão mais profunda com Deus e com os irmãos.

25. Invoco sobre todos vós a intercessão da Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja, para que vos acompanhe nesta caminhada de conversão, iluminando vossos passos e fortalecendo vossa fé. Que possamos, ao final desta jornada, experimentar a alegria da Páscoa com os corações renovados.

26. Envio a todos a minha bênção apostólica, com o desejo sincero de que este tempo de graça traga frutos abundantes em vossas vidas. 

27. Que Cristo ressuscitado seja a luz que ilumina vossa caminhada e a força que vos sustenta em todas as circunstâncias, em prol da unidade que os Missionários  Digitais  de  Minecraft nos momentos turbulentos que enfrenta.


[ES]
INTRODUCCIÓN
PROEMIO

1. El tiempo cuaresmal es, para la Santa Iglesia, un período privilegiado de conversión, oración y penitencia. Desde los primeros siglos, la tradición cristiana ha valorado este santo tiempo como una ocasión propicia para un retorno más profundo al Evangelio. La Palabra de Dios nos recuerda: «Conviértanse y crean en el Evangelio»[1]. La Cuaresma no se limita a una observancia externa, sino que nos llama a una verdadera renovación del corazón, conforme enseña el Señor: «Rasguen sus corazones y no sus vestiduras»[2].

2. Este sagrado período, que se extiende por cuarenta días en memoria del ayuno de Cristo en el desierto[3], nos conduce a un encuentro más íntimo con Dios, preparándonos para celebrar con renovada fe el misterio pascual, centro de nuestra redención. Como afirma el Papa Benedicto XVI: «La Cuaresma es un itinerario espiritual que nos conduce a una comunión más plena con Cristo»[4].

3. En la historia de la Iglesia, la Cuaresma siempre ha sido un tiempo de particular empeño espiritual y disciplinar. El ayuno, la oración y la limosna son prácticas que se remontan a las primeras comunidades cristianas y que fueron vivamente recomendadas por los Santos Padres y Doctores de la Iglesia. San León Magno nos enseña que «la observancia del ayuno cuaresmal no consiste solamente en abstenerse de ciertos alimentos, sino en apartarse de todo pecado»[5].

4. En tiempos modernos, muchas veces marcados por el materialismo y el alejamiento de los valores espirituales, se vuelve aún más urgente recordar la importancia de la penitencia cuaresmal como un medio eficaz de crecimiento en la fe. El Papa Pío XII, en la encíclica Mediator Dei, ya advertía que «el hombre moderno necesita reencontrar en el silencio y en la penitencia el camino hacia Dios»[6].

EL LLAMADO A LA CONVERSIÓN

5. Desde la predicación de los profetas hasta la proclamación de Cristo y de los Apóstoles, la conversión siempre ha estado en el centro de la vida cristiana. San Juan Pablo II nos enseña que «convertirse significa dejarse conquistar por Jesús y seguirlo»[7]. No se trata solamente de un acto momentáneo, sino de un camino continuo de conformación a Cristo.

6. El Papa Francisco, en su mensaje para la Cuaresma de 2020, exhortaba: «Este es el momento favorable para renovar el encuentro con Cristo vivo en su Palabra, en los Sacramentos y en el prójimo»[8]. Así, cada laico y laica es llamado a una revisión de vida, desprendiéndose del pecado y adhiriéndose al Evangelio con sinceridad y ardor.

7. La conversión implica un esfuerzo personal y comunitario. Como recordaba San Juan Crisóstomo: «No basta lamentar los pecados, es necesario también cambiar de vida»[9]. Por eso, la Iglesia nos exhorta a una práctica más intensa de los sacramentos, especialmente de la Reconciliación y de la Eucaristía, como medios eficaces para la renovación interior.

ORACIÓN, AYUNO Y LIMOSNA

8. La espiritualidad cuaresmal está fundamentada en los tres pilares señalados por Nuestro Señor: oración, ayuno y limosna[10]. Estos elementos son esenciales para una vivencia auténtica de la conversión.

9. La oración nos une al corazón de Dios, fortaleciéndonos en nuestra jornada espiritual. Como decía Santa Teresa de Ávila: «La oración es un trato de amistad con Dios, con quien hablamos frecuentemente»[11].

10. El ayuno, por su parte, nos educa en la sobriedad y en la renuncia, ayudándonos a dominar las pasiones y a crecer en la caridad. Como recuerda San Basilio Magno: «El ayuno es alimento del alma»[12].

11. La limosna expresa concretamente el amor al prójimo, pues «la fe sin obras está muerta»[13]. Los Padres de la Iglesia siempre enseñaron que la caridad hacia los pobres es un camino seguro hacia Dios. San Juan Crisóstomo nos advierte: «No hacer misericordia con los pobres es robarles»[14].

12. Cada uno de estos elementos no puede ser visto de forma aislada. La oración fortalece el espíritu, el ayuno disciplina el cuerpo y la limosna abre nuestro corazón al prójimo. Así, la Cuaresma se convierte en un tiempo de equilibrio espiritual, en el que la ascesis personal se transforma en verdadera comunión con Dios y con los hermanos.

RENOVACIÓN ECLESIAL CUARESMAL Y PENITENCIAL

13. La Iglesia, como Madre y Maestra, siempre nos exhorta a la renovación interior. El Papa León XIII, en la encíclica Rerum Novarum, recuerda que la conversión social debe comenzar por la conversión personal[15]. Así, la Cuaresma debe ser también un tiempo de reflexión sobre la justicia y la dignidad humana.

14. El Concilio Vaticano II, en la constitución Sacrosanctum Concilium, enfatiza la importancia de la renovación litúrgica y penitencial durante este tiempo sagrado, para que los fieles puedan participar más plenamente del misterio pascual[16]. Este llamado a la renovación es especialmente urgente en nuestros días, en un mundo cada vez más marcado por la indiferencia religiosa y el alejamiento de los valores cristianos. La Cuaresma nos ofrece la oportunidad de reencontrar lo esencial, reorientando nuestras vidas hacia aquello que realmente importa: la comunión con Dios.

15. El sacramento de la Reconciliación ocupa un papel central en el proceso de renovación espiritual. Este sacramento, a veces descuidado, es una verdadera fuente de curación y gracia para los fieles. San Juan María Vianney decía: «Dios se apresura a perdonar; es el hombre quien tarda en pedir perdón»[17]. Durante la Cuaresma, los sacerdotes están llamados a dedicar tiempo al confesionario, acogiendo a los penitentes con paciencia y misericordia, ayudándolos a redescubrir la alegría del perdón divino.

16. La vivencia comunitaria de la fe también es esencial. Las parroquias están llamadas a crear espacios de acogida y reflexión, promoviendo actividades que ayuden a los fieles a profundizar su vida de oración y a vivir la caridad en gestos concretos. Retiros espirituales, campañas de solidaridad y momentos de adoración eucarística son instrumentos eficaces para fomentar la espiritualidad cuaresmal.

17. Que la Iglesia, Madre amorosa, continúe guiando a sus hijos en este camino de conversión, siendo luz y esperanza para todos los que buscan la verdad. Como nos exhorta San Juan XXIII: «La Iglesia debe ser el lugar donde se encuentra la verdadera paz, un refugio para los corazones que anhelan a Dios»[18].

LA MIRADA DEL FIEL EN EL MUNDO CONTEMPORÁNEO

18. En un mundo marcado por crisis económicas, sociales y espirituales, la Cuaresma nos desafía a ser testigos del amor transformador de Cristo. Cada cristiano está llamado a ser sal de la tierra y luz del mundo, viviendo los valores del Evangelio con valentía e integridad. Como enseña Nuestro Señor: «Así brille su luz delante de los hombres, para que, viendo sus buenas obras, glorifiquen a su Padre que está en los cielos»[19].

19. La práctica del ayuno y de la abstinencia, aparentemente sencilla, tiene un significado profundo en el contexto contemporáneo. Es una protesta silenciosa contra la cultura del exceso y del consumismo, una forma de solidarizarnos con aquellos que sufren y de testimoniar la importancia del desapego de las cosas materiales. Además, en nuestros tiempos, el ayuno también puede manifestarse en renuncias digitales, reservando momentos para desconectarnos de las distracciones y conectarnos con lo esencial: Dios y el prójimo.

20. La limosna, como expresión concreta de la caridad, debe vivirse de manera amplia. En nuestras sociedades, donde las desigualdades son muchas veces alarmantes, el llamado a la justicia social se vuelve una dimensión intrínseca de la vivencia cristiana. No basta con aliviar el sufrimiento inmediato; estamos llamados a trabajar por una transformación estructural que promueva la dignidad de todas las personas, especialmente de los más vulnerables. Como decía San Óscar Romero: «Si ayudamos al pobre, estamos ayudando a Dios que vive en él»[20].

DIMENSIÓN ESCATOLÓGICA DE LA CUARESMA

21. La Cuaresma no es solamente una preparación para la Pascua, sino también una invitación a elevar nuestros ojos hacia la eternidad. Es un tiempo que nos recuerda que nuestra verdadera patria no está en este mundo, sino en la Jerusalén celestial. Como decía San Pablo: «Sabemos que si nuestra morada terrenal, esta tienda, se destruye, tenemos de parte de Dios un edificio, una casa eterna en los cielos»[21].

22. La liturgia cuaresmal, con sus ritos y símbolos, nos ayuda a meditar sobre los últimos fines —muerte, juicio, infierno y paraíso— y a preparar nuestro corazón para la gloria de la resurrección. El tiempo cuaresmal nos enseña que, al seguir a Cristo en la cruz, participamos también de su victoria sobre el pecado y la muerte.

23. La resurrección de Cristo, celebrada en la Pascua, es el centro de nuestra fe y el fundamento de nuestra esperanza. Como afirmó el Papa San Juan Pablo II: «¡No tengan miedo! ¡Abran las puertas a Cristo!»[22]. Esta exhortación nos recuerda que la Cuaresma no es un tiempo de tristeza, sino de esperanza alegre, pues prepara nuestros corazones para la plenitud de la vida en Cristo.

24. Queridos hermanos y hermanas, a lo largo de esta exhortación hemos sido llamados a contemplar las riquezas espirituales y los desafíos del tiempo cuaresmal. Este es un itinerario de fe, esperanza y caridad que nos conduce a una comunión más profunda con Dios y con los hermanos.

25. Invoco sobre todos ustedes la intercesión de la Santísima Virgen María, Madre de la Iglesia, para que los acompañe en este camino de conversión, iluminando sus pasos y fortaleciendo su fe. Que podamos, al final de esta jornada, experimentar la alegría de la Pascua con corazones renovados.

26. Envío a todos mi bendición apostólica, con el sincero deseo de que este tiempo de gracia traiga frutos abundantes en sus vidas.

27. Que Cristo resucitado sea la luz que ilumine su caminar y la fuerza que los sostenga en todas las circunstancias, en favor de la unidad que los Misioneros Digitales de Minecraft buscan en los momentos turbulentos que enfrentan.

Dado em Roma, junto à Sé de Pedro, sob o olhar materno da Virgem Maria, aos oito dias do mês de março de dois mil e vinte e seis, segundo de Nosso Pontificado.


 Ioannes Paulus Pp. II 
Pontifex Maximus














Referências:
[1] cf. Mc 1,15
[2] cf. Jl 2,13
[3] cf. Mt 4,1-11
[4] Bento XVI, Sacramentum Caritatis, 2007.
[5] São Leão Magno, Sermões.
[6] Pio XII, Encíclica Mediator Dei, 1947.
[7] João Paulo II, Redemptoris Missio, 46.
[8] Papa Francisco, Mensagem para a Quaresma, 2020.
[9] São João Crisóstomo, Homilias.
[10] cf. Mt 6,1-18
[11] Santa Teresa d’Ávila, O Livro da Vida.
[12] São Basílio Magno, Homilia sobre o Jejum.
[13] cf. Tg 2,26
[14] São João Crisóstomo, Obras.
[15] Leão XIII, Encíclica Rerum Novarum, 1891.
[16] Concílio Vaticano II, Constituição Sacrosanctum Concilium.
[17] São João Maria Vianney, Sermões.
[18] São João XXIII, Discursos.
[19] cf. Mt 5,16
[20] São Óscar Romero, Homilia, 1979.
[21] cf. 2Cor 5,1
[22] João Paulo II, Homilia inaugural, 1978.

SUMOS PONTÍFICES