ENCÍCLICA PAPAL
"GAUDIO SERVIENDI"
DE SUA SANTIDADE O
PAPA JOÃO PAULO II
SOBRE A ALEGRIA QUE NASCE DO SERVIÇO
IOANNES PAVLVS, EPISCOPVSSERVVS SERVORVM DEI
AD PERPETVAM REI MEMORIAM
Aos Veneráveis Irmãos no Episcopado, aos Presbíteros, Diáconos, Consagrados e Consagradas, e a todos os fiéis leigos, especialmente aos Missionários Digitais de Minecraft, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.
INTRODUÇÃO
PROÊMIO
1. A verdadeira felicidade, buscada com tanta intensidade pelo coração humano, encontra sua plenitude no serviço amoroso a Deus e ao próximo. Como nos recorda Nosso Senhor: “Há mais alegria em dar do que em receber” (At 20,35).
2. Essa felicidade não é passageira nem superficial, mas enraizada na experiência profunda de quem vive para os outros, como Cristo viveu e nos ensinou.
3. A presente Encíclica tem como objetivo refletir sobre a íntima ligação entre o serviço, a doação de si e a alegria. Desejo, com este texto, convidar todos os Missionários Digitais de Minecraft a redescobrir a beleza do servir, que não apenas edifica o próximo, mas transforma o coração do servidor, fazendo-o participante da própria vida divina.
4. Desde o início da criação, Deus inscreveu no coração humano o desejo de felicidade. O livro do Gênesis revela que fomos criados para uma vida plena, em comunhão com Deus e com os irmãos.
5. No entanto, o pecado original introduziu a desordem no coração humano, fazendo-nos buscar a felicidade onde ela não pode ser encontrada: no egoísmo, na posse desordenada e na autossuficiência.
6. O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que “a verdadeira felicidade consiste em ver a Deus e nele encontrar nossa plena realização” (§2548).
7. A felicidade cristã, portanto, não é um estado de satisfação egoísta, mas um movimento que nos leva para fora de nós mesmos, em direção a Deus e ao serviço do próximo.
CRISTO, MODELO SUPREMO DE SERVIÇO
8. Jesus, em sua vida e ministério, nos revelou que o caminho para a felicidade é o caminho do serviço. Ele, que veio “não para ser servido, mas para servir” (Mc 10,45), nos convida a seguir seus passos e a encontrar na doação de nossa vida a alegria que não passa.
9. A felicidade que brota do serviço não é algo que possamos produzir por nós mesmos. Ela é um dom do Espírito Santo, que age em nós e transforma nossas ações em frutos de amor.
10. São Paulo afirma: “O fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade” (Gl 5,22).
11. O serviço ao próximo não apenas beneficia quem o recebe, mas transforma quem serve.
12. Como nos ensina João Paulo II: “O homem não pode encontrar-se plenamente a si mesmo, exceto através de um dom sincero de si mesmo” (Gaudium et Spes, 24).
13. Quando nos doamos aos outros, experimentamos a liberdade que nasce da comunhão com Deus e nos tornamos mais parecidos com Cristo, que se entregou totalmente por nós.
A ALEGRIA DO EVANGELHO E A VIDA DA IGREJA
14. O serviço é, ainda, uma forma de evangelização. Quando servimos com amor e alegria, testemunhamos o Evangelho de forma concreta.
15. Como recorda Papa Francisco: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Essa alegria é para todos, ninguém é excluído” (Evangelii Gaudium, 1).
16. A Igreja, Corpo de Cristo, é por natureza uma comunidade de serviço. Cada um de seus membros, conforme seus dons e vocações, é chamado a contribuir para a edificação do Reino de Deus.
17. Como nos recorda o Apóstolo Pedro: “Cada um exerça o dom que recebeu a serviço dos outros, como bons administradores da multiforme graça de Deus” (1Pd 4,10).
18. O serviço à Igreja não se limita às tarefas litúrgicas ou administrativas, mas abrange todas as formas de cuidado com a comunidade, desde o acolhimento fraterno até o zelo pelos que sofrem.
19. A caridade, que é o coração da vida cristã, deve estar no centro de todas as nossas ações.
O SERVIDO NO MUNDO DIGITAL
20. No contexto dos Missionários Digitais, somos chamados a fazer da Igreja virtual um espaço de verdadeira comunhão e solidariedade.
21. Que cada comunidade virtual seja um reflexo da Igreja universal, onde cada membro se sinta acolhido, valorizado e chamado a contribuir com seus talentos para o bem comum.
22. Servir nem sempre é fácil. Muitas vezes, enfrentamos dificuldades, incompreensões e até mesmo desânimo.
23. No entanto, é precisamente nessas circunstâncias que somos chamados a crescer na virtude e na confiança em Deus. Como recorda Bento XVI, “o amor é exigente” (Deus Caritas Est, 16).
24. Servir com alegria exige desapego, humildade e perseverança.
25. É na superação desses desafios que experimentamos a verdadeira felicidade, que não depende das circunstâncias externas, mas da certeza de que estamos fazendo a vontade de Deus.
A PROMESSA E O EXEMPLO DOS SANTOS
26. As Escrituras nos ensinam que Deus não abandona aqueles que servem com coração sincero.
27. “Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7) e promete recompensar aqueles que, mesmo nos pequenos gestos, mostram amor (cf. Mc 9,41).
28. Em Maria, a Serva do Senhor, encontramos o modelo perfeito de serviço alegre.
29. Sua prontidão em responder ao chamado de Deus — “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1,38) — e sua visitação a Isabel mostram que a verdadeira felicidade está em viver para os outros.
30. A história da Igreja está repleta de santos e santas que encontraram sua alegria no serviço.
31. São Vicente de Paulo, Santa Teresa de Calcutá e tantos outros nos ensinam que a caridade, quando vivida plenamente, é fonte de alegria perene.
32. Que Maria, Causa de Nossa Alegria, e todos os santos intercedam por nós, para que possamos seguir seu exemplo e nos tornarmos servidores alegres na Igreja e no mundo.
EXORTAÇÃO FINAL
33. Convido todos os Missionários Digitais a refletirem, em seus encontros, diálogos e atividades, sobre a ligação entre o serviço e a felicidade, entre o amor e a alegria que brota do verdadeiro dom de si.
34. Que sejam promovidos momentos de partilha, oração e formação sobre este tema tão central à vida cristã. Que cada fiel se pergunte no íntimo: como posso servir melhor minha comunidade e meus irmãos?
35. Que talentos Deus me concedeu que podem ser colocados a serviço do próximo?
36. Exorto cada um de vocês a viver o serviço com espírito de alegria e gratidão, lembrando sempre que somos colaboradores de Deus na construção de seu Reino (cf. 1Cor 3,9).
37. A felicidade no serviço é um reflexo da própria vida de Deus, que se doa constantemente por amor.
39. Que esta Encíclica inspire cada um de vocês a servir com alegria e generosidade, confiando na promessa de Cristo: “Bem-aventurado servo bom e fiel… entra na alegria do teu Senhor” (cf. Mt 25,21).
[ES]
INTRODUCCIÓN
PRÓLOGO
1. La verdadera felicidad, buscada con tanta intensidad por el corazón humano, encuentra su plenitud en el servicio amoroso a Dios y al prójimo. Como nos recuerda Nuestro Señor: «Hay más gozo en dar que en recibir» (Hch 20,35).
2. Esta felicidad no es pasajera ni superficial, sino arraigada en la experiencia profunda de quien vive para los demás, como Cristo vivió y nos enseñó.
3. La presente Encíclica tiene como objetivo reflexionar sobre la íntima vinculación entre el servicio, la donación de sí mismo y la alegría. Deseo, con este texto, invitar a todos los Misioneros Digitales de Minecraft a redescubrir la belleza de servir, lo que no solo edifica al prójimo, sino que transforma el corazón del servidor, haciéndolo partícipe de la propia vida divina.
4. Desde el inicio de la creación, Dios escribió en el corazón humano el deseo de felicidad. El libro del Génesis revela que fuimos creados para una vida plena, en comunión con Dios y con los hermanos.
5. Sin embargo, el pecado original introdujo el desorden en el corazón humano, haciendo que busquemos la felicidad donde no puede encontrarse: en el egoísmo, en la posesión desordenada y en la autosuficiencia.
6. El Catecismo de la Iglesia Católica nos enseña que «la verdadera felicidad consiste en ver a Dios y en él encontrar nuestra plena realización» (§2548).
7. La felicidad cristiana, por lo tanto, no es un estado de satisfacción egoísta, sino un movimiento que nos lleva fuera de nosotros mismos, hacia Dios y al servicio del prójimo.
CRISTO, MODELO SUPREMO DE SERVICIO
8. Jesús, en su vida y ministerio, nos reveló que el camino hacia la felicidad es el camino del servicio. Él, que vino «no para ser servido, sino para servir» (Mc 10,45), nos invita a seguir sus pasos y a encontrar en la donación de nuestra vida la alegría que no pasa.
9. La felicidad que brota del servicio no es algo que podamos producir por nosotros mismos. Es un don del Espíritu Santo, que actúa en nosotros y transforma nuestras acciones en frutos de amor.
10. San Pablo afirma: «El fruto del Espíritu es caridad, alegría, paz, paciencia, bondad, fidelidad» (Gl 5,22).
11. El servicio al prójimo no solo beneficia a quien lo recibe, sino que transforma a quien sirve.
12. Como nos enseña Juan Pablo II: «El hombre no puede encontrarse plenamente a sí mismo, sino mediante una donación sincera de sí mismo» (Gaudium et Spes, 24).
13. Cuando nos donamos a los demás, experimentamos la libertad que nace de la comunión con Dios y nos hacemos más semejantes a Cristo, que se entregó totalmente por nosotros.
LA ALEGRÍA DEL EVANGELIO Y LA VIDA DE LA IGLESIA
14. El servicio es, además, una forma de evangelización. Cuando servimos con amor y alegría, damos testimonio del Evangelio de manera concreta.
15. Como recuerda el Papa Francisco: «La alegría del Evangelio llena el corazón y la vida entera de quienes se encuentran con Jesús. Esta alegría es para todos, nadie está excluido» (Evangelii Gaudium, 1).
16. La Iglesia, Cuerpo de Cristo, es por naturaleza una comunidad de servicio. Cada uno de sus miembros, según sus dones y vocaciones, está llamado a contribuir a la edificación del Reino de Dios.
17. Como nos recuerda el Apóstol Pedro: «Cada uno ejerza el don que recibió al servicio de los demás, como buenos administradores de la multiforme gracia de Dios» (1 P 4,10).
18. El servicio a la Iglesia no se limita a las tareas litúrgicas o administrativas, sino que abarca todas las formas de cuidado con la comunidad, desde la acogida fraterna hasta el celo por quienes sufren.
19. La caridad, que es el corazón de la vida cristiana, debe estar en el centro de todas nuestras acciones.
EL SERVICIO EN EL MUNDO DIGITAL
20. En el contexto de los Misioneros Digitales, estamos llamados a hacer de la Iglesia virtual un espacio de verdadera comunión y solidaridad.
21. Que cada comunidad virtual sea un reflejo de la Iglesia universal, donde cada miembro se sienta acogido, valorado y llamado a contribuir con sus talentos para el bien común.
22. Servir no siempre es fácil. Muchas veces enfrentamos dificultades, incomprensiones e incluso desánimo.
23. Sin embargo, es precisamente en estas circunstancias donde estamos llamados a crecer en la virtud y en la confianza en Dios. Como recuerda Benedicto XVI, «el amor es exigente» (Deus Caritas Est, 16).
24. Servir con alegría exige desapego, humildad y perseverancia.
25. Es en la superación de estos desafíos donde experimentamos la verdadera felicidad, que no depende de las circunstancias externas, sino de la certeza de que estamos haciendo la voluntad de Dios.
LA PROMESA Y EL EJEMPLO DE LOS SANTOS
26. Las Escrituras nos enseñan que Dios no abandona a quienes sirven con corazón sincero.
27. «Dios ama a quien da con alegría» (2 Cor 9,7) y promete recompensar a quienes, incluso en los gestos pequeños, muestran amor (cf. Mc 9,41).
28. En María, la Sierva del Señor, encontramos el modelo perfecto de servicio alegre.
29. Su prontitud al responder al llamado de Dios —«He aquí la sierva del Señor» (Lc 1,38)— y su visita a Isabel muestran que la verdadera felicidad está en vivir para los demás.
30. La historia de la Iglesia está llena de santos y santas que encontraron su alegría en el servicio.
31. San Vicente de Paúl, Santa Teresa de Calcuta y muchos otros más nos enseñan que la caridad, cuando se vive plenamente, es fuente de alegría perenne.
32. Que María, Causa de Nuestra Alegría, y todos los santos intercedan por nosotros, para que podamos seguir su ejemplo y convertirnos en servidores alegres en la Iglesia y en el mundo.
EXHORTACIÓN FINAL
33. Invito a todos los Misioneros Digitales a reflexionar, en sus encuentros, diálogos y actividades, sobre la vinculación entre el servicio y la felicidad, entre el amor y la alegría que brota de la verdadera donación de sí mismo.
34. Que se promuevan momentos de compartir, oración y formación sobre este tema tan central para la vida cristiana. Que cada fiel se pregunte en su interior: ¿cómo puedo servir mejor a mi comunidad y a mis hermanos?
35. ¿Qué talentos me ha concedido Dios que puedo poner al servicio del prójimo?
36. Exhorto a cada uno de ustedes a vivir el servicio con espíritu de alegría y gratitud, recordando siempre que somos colaboradores de Dios en la construcción de su Reino (cf. 1 Cor 3,9).
37. La felicidad en el servicio es un reflejo de la propia vida de Dios, que se dona constantemente por amor.
38. Que esta Encíclica inspire a cada uno de ustedes a servir con alegría y generosidad, confiando en la promesa de Cristo: «Bienaventurado el siervo bueno y fiel… entra en la alegría de tu Señor» (cf. Mt 25,21).
Dado em Roma, junto à Sé de Pedro, sob o olhar materno da Virgem Maria, aos 21 dias do mês de Fevereiro de 2026, segundo de Nosso Pontificado.

