Prot. 008/25
DOM PEDRO SCHNEIDER CARDEAL PAROLIN
POR MERCÊ DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
PREFEITO DO DICASTÉRIO PARA OS BISPOS
Cidade-Estado do Vaticano, 30 de julho de 2025.
A todos os que lerem estas letras, saudações em Cristo Jesus.
[PT]
Considerando o que dispõe o Estatuto do Colégio Episcopal - Papa Gabriel, (In Memorian), segundo o qual o bispo, ao ser promovido ao terceiro grau da Ordem, recebe o tríplice múnus de ensinar, santificar e governar (cf. Art. 63), exercendo sempre obediência ao Sumo Pontífice (cf. Arts. 64–65) e comunhão com seus irmãos no Colégio Episcopal (cf. Arts. 66–67);
Considerando ainda o que estabelece o Diretório Sinodal "Pastores Secundum Cor Christi" (Papa Antônio), afirmando que a missão episcopal não é um mero ofício administrativo, mas um serviço pastoral que exige entrega total, sendo o bispo o sinal visível de Cristo entre os fiéis e o principal dispensador dos sacramentos (§2);
Reconhecendo a importância de que cada bispo esteja próximo de seu rebanho, especialmente por meio da celebração frequente da Eucaristia e da presença pastoral nas comunidades, faço recordar, que:
Art. 1º – Compete ao bispo, como mestre da fé, anunciar o Evangelho com fidelidade, instruindo os fiéis e orientando seus presbíteros e diáconos na reta doutrina, conforme o múnus de ensinar (cf. Estatuto, Art. 63).
Art. 2º – Compete-lhe, como santificador, ser homem de oração, promover a vida sacramental e garantir a dignidade da liturgia, sendo ele o primeiro dispensador dos sacramentos (cf. Diretório, §2).
Art. 3º – Compete-lhe, como pastor e governador, exercer a autoridade em sua diocese em espírito de serviço e unidade, sempre em comunhão com o Santo Padre e o Colégio Episcopal (cf. Estatuto, Arts. 64–67).
Art. 4º – É dever do bispo realizar visitas pastorais regulares às paróquias, comunidades e obras da Igreja, a fim de ouvir, instruir e confirmar os fiéis na fé.
E assim sendo, decreto:
Art. 5º – Todo bispo deverá celebrar a Santa Missa ao menos duas vezes por semana, de forma pública ou privada, garantindo assim o alimento espiritual dos fiéis confiados a seu cuidado.
Art. 6º – O bispo que, por um período de 15 dias consecutivos, deixar de cumprir esta obrigação sem justa causa reconhecida pela Santa Sé, será automaticamente suspenso de seu ministério, permanecendo afastado até regularizar sua situação canônica.
Art. 7º – Esta determinação tem caráter universal e imediato, devendo ser cumprida com espírito de obediência, zelo pastoral e fidelidade ao múnus recebido, em conformidade com o Estatuto do Colégio Episcopal e o Diretório Sinodal, "Pastores Secundum Cor Christi".
Exorta-se todos os bispos a viverem este decreto não como mero cumprimento de uma norma, mas como renovação do seu compromisso diante de Cristo, Supremo Pastor, para que, em unidade e obediência ao Santo Padre, façam resplandecer o rosto da Igreja como sacramento de salvação para o mundo.
[ES]
Considerando lo que dispone el Estatuto del Colegio Episcopal – Papa Gabriel, (In Memorian), según el cual el obispo, al ser promovido al tercer grado del Orden, recibe el tríplice munus de enseñar, santificar y gobernar (cf. Art. 63), ejerciendo siempre obediencia al Sumo Pontífice (cf. Arts. 64–65) y comunión con sus hermanos en el Colegio Episcopal (cf. Arts. 66–67);
Considerando además lo que establece el Directorio Sinodal Pastores Secundum Cor Christi (Papa Antonio), afirmando que la misión episcopal no es un mero oficio administrativo, sino un servicio pastoral que exige entrega total, siendo el obispo el signo visible de Cristo entre los fieles y el principal dispensador de los sacramentos (§2);
Reconociendo la importancia de que cada obispo esté cercano a su rebaño, especialmente mediante la celebración frecuente de la Eucaristía y la presencia pastoral en las comunidades, hago recordar que:
Art. 1º – Compete al obispo, como maestro de la fe, anunciar el Evangelio con fidelidad, instruyendo a los fieles y orientando a sus presbíteros y diáconos en la recta doctrina, conforme al munus de enseñar (cf. Estatuto, Art. 63).
Art. 2º – Le compete, como santificador, ser hombre de oración, promover la vida sacramental y garantizar la dignidad de la liturgia, siendo él el primer dispensador de los sacramentos (cf. Directorio, §2).
Art. 3º – Le compete, como pastor y gobernador, ejercer la autoridad en su diócesis en espíritu de servicio y unidad, siempre en comunión con el Santo Padre y el Colegio Episcopal (cf. Estatuto, Arts. 64–67).
Art. 4º – Es deber del obispo realizar visitas pastorales regulares a las parroquias, comunidades y obras de la Iglesia, a fin de escuchar, instruir y confirmar a los fieles en la fe.
Y siendo así, decreto:
Art. 5º – Todo obispo deberá celebrar la Santa Misa al menos dos veces por semana, de forma pública o privada, garantizando así el alimento espiritual de los fieles confiados a su cuidado.
Art. 6º – El obispo que, por un período de 15 días consecutivos, dejare de cumplir con esta obligación sin justa causa reconocida por la Santa Sede, será automáticamente suspendido de su ministerio, permaneciendo apartado hasta regularizar su situación canónica.
Art. 7º – Esta determinación tiene carácter universal e inmediato, debiendo ser cumplida con espíritu de obediencia, celo pastoral y fidelidad al munus recibido, en conformidad con el Estatuto del Colegio Episcopal y el Directorio Sinodal Pastores Secundum Cor Christi.
Se exhorta a todos los obispos a vivir este decreto no como mero cumplimiento de una norma, sino como renovación de su compromiso ante Cristo, Supremo Pastor, para que, en unidad y obediencia al Santo Padre, hagan resplandecer el rostro de la Iglesia como sacramento de salvación para el mundo.
† Pedro Schneider Card. Parolin, FSJPII
Prefeito do Dicastério para os Bispos
E eu,
Mons. Jesús Ramos Ratzinger
Secretário do Dicastério para os Bispos
Secretário do Dicastério para os Bispos
